Steam Deck vira controle de rover marciano em testes da Airbus

Handheld controlando rover marciano em ambiente de testes representando o uso do Steam Deck pela Airbus

O Steam Deck encontrou um uso muito além da biblioteca da Steam: engenheiros da Airbus utilizaram um handheld modificado para controlar um protótipo de rover marciano durante testes.

O dispositivo apareceu em uma demonstração do projeto ExoMars no Reino Unido. A ideia não é enviar o Steam Deck a Marte, mas usar uma interface portátil já conhecida, com controles, tela e sistema operacional flexível, para operar o rover em ambiente de desenvolvimento.

Resposta rápida: a Airbus vai controlar o rover em Marte com Steam Deck?

Não. O rover final será altamente autônomo por causa da enorme latência de comunicação entre Terra e Marte. O handheld é usado como ferramenta de testes locais e interface de controle durante o desenvolvimento.

Por que um aparelho gamer funciona tão bem?

O Steam Deck reúne vários componentes úteis em uma única unidade: dois analógicos, gatilhos, botões, trackpads, touchscreen, tela integrada, conexão sem fio e Linux. Criar um controle personalizado com tudo isso do zero custaria tempo e engenharia.

Ao usar hardware pronto, a equipe pode se concentrar no software e no comportamento do rover.

O projeto ExoMars

A Airbus trabalha no rover Rosalind Franklin, previsto para uma missão futura a Marte. O projeto inclui navegação autônoma, sistemas mecânicos, térmicos e plataforma de pouso.

Nos testes vistos publicamente, o rover consegue girar as rodas em ângulos que facilitam movimentos laterais e manobras em terreno difícil. O controle portátil permite experimentar esses comandos de forma intuitiva.

Steam Deck é um PC Linux completo

Esse detalhe é mais importante do que a aparência de console. O Deck roda um sistema baseado em Linux e permite instalar software próprio, conectar periféricos e executar aplicações que não têm relação com jogos.

Por isso, já vimos handhelds sendo usados em robótica, manutenção, automação e protótipos. O formato combina portabilidade com uma plataforma de computação real.

O que isso ensina sobre periféricos?

Interfaces de videogame foram refinadas durante décadas para controle preciso e confortável. Analógicos, gatilhos e botões posicionados ergonomicamente funcionam bem em robôs porque permitem entrada contínua e comandos rápidos.

O mesmo vale para simuladores, drones e máquinas industriais em que um operador precisa controlar vários eixos sem usar teclado.

O que muda para o gamer

Nada diretamente no desempenho do Steam Deck. A história é interessante porque mostra como hardware gamer pode migrar para ambientes profissionais quando resolve um problema de interface.

Para quem prefere desktop, veja PCs gamer, controles e joysticks e periféricos.

Preço e disponibilidade

Não se trata de um produto comercial da Airbus. O Steam Deck usado nos testes é uma ferramenta interna modificada. O rover Rosalind Franklin tem cronograma próprio e não depende do handheld para operação em Marte.

Conclusão

O uso do Steam Deck pela Airbus é um ótimo exemplo de engenharia pragmática: quando um produto de consumo já oferece boa tela, controles e software aberto, ele pode poupar meses de desenvolvimento de uma interface específica.

Fontes: PC Gamer e Tom's Hardware.